segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Romantismo em Portugal.

Por Aline.

Com a transferência da família real e do governo português para o Brasil e da corte de D. João VI, os portugueses enfrentam quatro anos de guerra contra o exército francês e espanhol. O país fica em situação lastimável e sua política fica insustentável.
A nova Constituição, a independência do Brasil e vários outros fatores, abriram um período de revoluções e contra-revoluções em que os absolutistas e os liberais se enfrentam. Durou até 1851, quando o governo da Regeneração assume o poder, apoiado pela burguesia unificada. É nesse contexto que se desenvolve o Romantismo português.
Há três gerações que podem resumir a evolução do Romantismo português.

● A primeira geração: é representada por três autores, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Antônio Feliciano de Castilho. Suas obras são marcadas pela presença do medievalismo.
Camões, de Garrett, foi o marco inicial da geração.

● A segunda geração: representa a transição entre o medievalismo e a observação da realidade. Fase do ultrarromantismo, das novelas passionais de Camilo Castelo Branco e da poesia mórbida de Soares Passos.

● A terceira geração: representa a aliança do Romantismo com as antecipações do Realismo. Júlio Dinis foi fundamental na caracterização da classe média urbana e rural. João de Deus, na poesia, atacou duramente a venalidade do regime da Regeneração, antecipando as críticas dos realistas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário